Você já deve ter notado, que nas empresas as coisas têm mudado com muita velocidade, chefes mais jovens que seus liderados, jovens que querem tudo pra ontem
(talvez isso não tenha mudado em essência), clientes cada vez mais antenados e que muitas vezes sabem mais da empresa do que muitos funcionários
, produtos e serviços que precisam se renovar cada vez mais rápido.

O volume de informações é assombroso.
A velocidade da mudança nos deixa atordoados. Esta é uma realidade que veio para ficar (e acelerar cada vez mais, até que ponto sinceramente não sei).
Nunca foi tão importante saber se adaptar e entender o nosso contexto.
Há diversas formas de se fazer isso, cursos, curadorias, consultorias, coaching, mentoria.

Há muitos profissionais cuja principal função é estudar, entender o momento presente e então levar para seus amigos, pares e clientes, um direcionamento. O foco destes profissionais é ajudar as pessoas a se adaptarem. Estuda-se muito para que a maioria possa receber somente aquilo que de fato importa. Claro que se deve filtrar bem a escolha destes profissionais, mas tem muita gente boa, aquelas já bem conhecidas e competentes como Eugênio Mussak e outras que são excelentes e têm um público crescente, como Eduardo Zugaib, Jose Ricardo Noronha, Eduardo Carmello, Alessandro Saade, Rafa Rez, Vitor Rodrigues, Nicolai Cursino, João Cortez, Fernanda Dutra, Flora Alves, Sidnei Oliveira, isso só para citar alguns que conheço bem. O serviço que estes colegas prestam é de fundamental importância, para que todos os outos profissionais possam ter foco em suas atividades-chave e possam, com o auxilio deles, aprender mais rápido e melhor. Precisamos urgente de ajuda para melhorar constantemente, precisamos de pessoas especializadas e de ferramentas de aprendizagem. Mas acima de tudo, precisamos aprender a aprender, o que implica, e aqui está a parte mais difícil (na minha opinião), em aprender a desaprender, deixar aquilo que já mudou, que não nos serve mais, ficou pra trás e que muitas vezes insistimos em manter em nossas vidas. Técnicas de vendas onde o foco é só tirar o pedido, gestão de pessoas onde o foco é só o resultado. Aqui me explico: resultado continua e sempre continuará a ser fundamental, mas como chegamos lá mudará constantemente. Neste momento, tecnologia, pessoas e humanidade são imprescindíveis. Olhando para o que acabei de escrever, penso que isso não mudou, apenas se fez mais necessário, não é? Há uma outra coisa que imagino não mudará em sua essência e sim será aperfeiçoado na maneira como fazemos.
Trata-se da capacidade do ser humano de se tornar presente.
Na capacidade de saber observar o momento do agora, o único e verdadeiro momento que existe.
Se há muito tempo viver com a mente no passado ou no futuro já era problemático, no momento atual fazer isso é abrir a porta para um aprofundamento da angústia, da ansiedade, da tristeza, da falta de capacidade de lidar com os fatos.
Saber estar no presente é também ganhar a capacidade de observar aquilo que é, sem um julgamento tão rápido, dando espaço para que a reflexão tome lugar.
Mas não se engane, parar para refletir não é algo que demora, que precisa tomar horas, às vezes é apenas 5 minutos. Porém, como você já deve ter notado, 5 minutos podem parecer uma eternidade.

  Acredito que se tivermos maior clareza sobre nossa identidade, nos colocaremos em nosso lugar de direito, teremos nossa voz ouvida. Se soubermos estar no presente, com o olhar claro de quem somos em nossa essência saberemos entender melhor o contexto em que estamos, e com ele navegarmos, acolhermos sem com ele lutarmos.  Pense neste tripé: IDENTIDADE, PRESENÇA, CONTEXTO. Alinhe este pilares, e sua capacidade de se adaptar, com a ajuda das ferramentas e profissionais adequados, será exponencial e você poderá atingir o seu melhor, a sua missão, completando o caminho para o qual você foi designado(a), seja pela sua fé, pelo seu desejo, pelo seu propósito, ou tudo isso junto.  O que se ganha ao completar (e caminhar) o caminho? Penso que a felicidade, que colhemos habilmente em cada passo que damos, quando nos permitimos estar no agora.  Como diria Salomão Schwartsman: Seja Feliz.